Previsão do Tempo - Américo Brasiliense

HISTÓRICO DESSA CIDADE:
 
Há ouro no Mato Grosso
No século XVIII, a província de São Paulo dividia-se em duas regiões. A
margem esquerda do rio Piracicaba, ao sul do Estado, uma região agrícola e
povoada; e com a descoberta das minas de ouro em Cuiabá, Mato Grosso, no
início do mesmo século, começou a ocupação das terras na margem direita do
rio, ou seja: a região norte, tida como um grande sertão.
A distância contribuiu para que esta região ficasse por um longo tempo isolada
e habitada somente por índios. Mas, como ela era o caminho às minas de ouro
da região central do país, despertou-na o interesse de aventureiros. Os
primeiros contatos entre “brancos” e índios não foram documentados. O
reconhecimento de grupos indígenas que ocuparam a região é bastante
obscuro.
Existem afirmações de que o povoamento da região ocorreu de forma violenta.
Segundo tese defendida pelo sociólogo, Florestan Fernandes, há três
hipóteses com relação à reação do índio diante da invasão branca: primeiro,
preservando a autonomia tribal por meios violentos, expulsando o branco;
segundo, passivamente tornando-se “aliado” ou “escravo”; e, terceiro, em
defesa da autonomia tribal o índio teria se deslocado para áreas onde o branco
não pudesse exercer um domínio efetivo.
Ao que tudo indica, sendo a região muito pobre, a segunda hipótese é a mais
provável devido ao tipo de economia que havia: plantações de feijão, de
mandioca e de milho; utilização do mel, da cera e outros. Então, a dominação
do branco imposta pela violência elimina qualquer possibilidade de uma
colonização passiva.
Final do século 18, os primeiros habitantes
Até meado do século XX, a história de Américo Brasiliense confundia-se com a
de Araraquara. Em 1790 chega à região Pedro José Neto. Da freguesia de
Piedade da Borba do Campo, atual Barbacena, Minas Gerais, onde se casou e
morou por vários anos, Pedro muda para a Vila de Itu, em 1780. Austero
tornou-se Capitão-mor da vila. Adquiriu diversos inimigos pelo seu jeito
intolerável de governar. Em 1790, na agitada política local, acabou agredindo
um de seus adversários durante uma discussão. Foi processado e condenado.
Conseguiu fugir para os sertões de Araraquara.
Primeiro homem a chegar na região foi dono das sesmarias que originaram o
povoado de Américo Brasiliense – Rancho Queimado e Cruzes – e também,
das sesmarias de Ouro, Lajeado, Cambuhy, Monte Alegre e Bonfim.
Os aventureiros e mineradores foram se estabelecendo na região. A pobreza
os deixou desiludidos, bem como as dificuldades de ligação com as minas de
ouro do Mato Grosso. A região quase ficou a esmo .
Livre de cuidados e interesses de autoridades competentes, os sertões de
Araraquara passou a ter como principal características à atração de refugiados
políticos e pessoas perseguidas pela polícia. Este fato foi deduzido pelos
constantes pedidos de proteção policial feitos pelos primeiros moradores que
aqui se estabeleceram.
Afastada dos grandes centros povoados e desenvolvidos, a região viveu de
uma economia de subsistência e um pastoreio insignificante. As zonas
povoadas mais próximas faziam trocas de produtos e compras de gados.
As primeiras famílias do povoado
Germano Xavier Mendonça
Com a criação da freguesia São Bento de Araraquara, em 1817, originária na
sesmaria do Ouro, entre 1830 e 1860 houve a expansão do pastoreio em
direção aos rios Grande e Moji-Guaçu. Daí iniciou-se a lavoura de cana. Com
um número grande de imigrantes chegando à região houve vários conflitos por
terras.
Os foragidos e aventureiros que aqui chegaram – com a ausência da lei e a
tensão e a defesa da terra, levou muitos sesmeiros a fazer a sua própria
justiça. Por outro lado, era necessário evitar a saída de mão-de-obra,
valorizada pela alta da cana, para não haver prejuízo e atraso no
desenvolvimento agrícola.
Foi nessa euforia que, em 1854, chegaram as primeiras famílias no povoado: a
família de Germano Xavier de Mendonça, seguidas pela Martimiano de
Oliveira, se estabelecendo nas sesmarias de Rancho Queimado e de Cruzes,
respectivamente. Mais tarde, as famílias de Manoel Antonio Borba e do coronel
Américo de Toledo Pizza.
O nome ao povoado de Américo Brasiliense foi dado por Manoel Antonio
Borba, homenageando seu amigo republicano, Américo Brasiliense de Almeida
e Mello.
 
FONTE: Prefeitura Municipal, Governo do Estado de São Paulo
Site Oficial: www.americobrasiliense.sp.gov.br/

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