Previsão do Tempo - Iguape

HISTÓRICO DESTA CIDADE:

Iguape (do tupi-guarani, igua significa “água redonda”, referência ao seu litoral), localizada no extremo sul das terras delimitadas pelo Tratado de Tordesilhas, registrou desde o século XVI um porto de passagem de portugueses, castelhanos e franceses na região.

Em 1520, sobreviventes da Vila de Boa Esperança (localizada na atual Argentina) juntaram-se aos índios temiminés e portugueses fugidos de São Vicente, formando um povoado de nome Icaapara (em tupi-guarani significa “água e mato que correm para o mar”). Seus habitantes atacaram São Vicente em 1537 destruindo o Livro do Tombo da cidade.

A partir do século XVII, o rio Ribeira de Iguape e seus afluentes passaram a atrair inúmeros exploradores em busca dos veios de quartzo aurífero da região. Em 1635, em razão da descoberta de ouro de lavagem, o Governo Geral do Brasil elevou o povoado à categoria de vila, com o nome de Nossa Senhora das Neves de Iguape, transferindo-o da beira-mar para a vasta planície banhada pelo rio Ribeira de Iguape, à beira do Mar Pequeno. No mesmo ano foi concluída a igreja matriz e a Casa de Fundição de Ouro, a primeira do Brasil. Seu desenvolvimento deveu-se também ao porto, já que até o século XX o transporte na região era basicamente fluvial, e um grande número de canoas e depois vapores de tonelagem regular cruzavam seus rios ligando as vilas e os povoados ao porto de Iguape, escoadouro primeiro do ouro, depois do arroz e de outros produtos da região.

No final do século XVIII, o ouro de aluvião já estava esgotado, mas Iguape se tornou um grande centro de produção de arroz, época em que um imponente casario foi construído na cidade.

Em 3 de abril de 1849, recebeu foros de cidade com a denominação Bom Jesus da Ribeira e, um ano mais tarde, o nome Bom Jesus de Iguape.

Em 1912, foi implantada na região (hoje território do município de Registro) a Companhia Kaigai Kogyo Kabukushi Kaisha. A KKKK, uma empresa de desenvolvimento industrial e rural de apoio aos imigrantes japoneses, construiu importantes instalações industriais nas margens do Ribeira de Iguape e trabalhou principalmente no beneficiamento de arroz até 1937, quando foi extinta.

O isolamento, a incidência de maleita e depois a substituição de suas funções portuárias pelas do porto de Santos a partir das primeiras décadas do século XX, quando foi inaugurado o ramal Santos–Juquiá da Estrada de Ferro Sorocabana, condenaram Iguape a um longo período de estagnação.

A situação começou a mudar com a construção de estradas pavimentadas, o tombamento do núcleo urbano pelo Condephaat, em 1975, e a criação da Estação Ecológica Juréia–Itatins, em 1987, que passaram a atrair turistas para o local.

SITE OFICIAL: http://www.iguape.sp.gov.br


FONTES: Prefeitura Municipal, Governo do Estado de São Paulo

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